Darcy França Denófrio

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Adenda


LIÇÃO

Embaixo, a rede.
Em cima, a lição
de um caramanchão.

Um trançado de cipós
camadas secas sobrepostas
nenhum sinal de vida
havida.

Sobre lianas mortas
outra explosão de verde
outra explosão em flor.

E um pássaro em concerto.

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LECCIÓN

Debajo, la red.
Encima, la lección
de una casita.

Un trenzado de bejucos
camadas secas superpuestas
ninguna señal de vida
vivida.

Sobre lianas muertas
otra explosión de verde
otra explosión en flor.

Y un pájaro en concierto.

(Traducido por Jorge R. Sagastume)

--//--

LESSON

Below, the hammock.
Above, the lesson
of a bower.

Trellised lianas
layer upon parched layer
no sign of lived
life.

On this dead weave
a new explosion of green
a new explosion in flower.

And a bird in concert.

(Translated by Alexis Levitin)

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POEMA DA DOR SEM NOME

Essa mágoa
dói tão fundo
como se houvesse
perfurado o abismo
interior de meu mundo.

Dela, não serei vassala
só quero lançá-la
como um fio infinito
que se joga no abismo
até vomitar de vez
o início da ponta.

Depois, chegar
à íntima alegria
sem sentir a broca
perfurando a rocha
de meu poço artesiano.

À alegria de alcançar
as águas tranquilas
minhas mais profundas
reservas humanas.

E ouvir o íntimo silêncio
águas entre rochas calcárias
sem nenhuma pressa
águas que não estremecem
nem trincam
o espelho da alma.

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POEMA DE DOLOR SIN NOMBRE

Esa amargura,
herida tan profunda
como si hubiese
perforado el abismo
interior de mi mundo.

De ella no seré esclava
sólo quiero arrojarla
como a un hilo infinito
que rueda en el abismo
hasta vomitar
el origen de la punta.

Después, llegar
a la íntima alegría
sin sentir la broca
perforando la roca
de mi aljibe artesano.

La alegría de alcanzar
las aguas tranquilas
mis más profundas
reservas humanas.

Y oír el íntimo silencio,
aguas entre rocas calcáreas
sin ninguna prisa,
aguas que no estremecen,
tampoco astillan
el espejo del alma.

(Traducido por Jorge R. Sagastume)

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THE POEM OF A PAIN WITHOUT A NAME

This pain
aches as deep
as if it has
punctured the inner
abyss of my world.

I will not be its slave,
I just want to hurl it
like an infinite thread
thrown into the abyss
until it vomits out
the first beginning of the thread.

And then, to arrive
at an intimate joy
without feeling the drill
break through the rock
of my artesian well.

The joy of reaching
tranquil waters
my deepest
human reserves.

And to hear the intimate silence
waters among limestone rocks
no rush at all
waters that do not ripple
and do not crack
the mirror of the soul.

(Translated by Alexis Levitin)